Valorizar as grandes florestas

20 de Novembro de 2008 @ 09:30 por José Peixe

Amazónia: o pulmão do planeta Terra
amazonia - amazonia
É IMPORTANTE PRESERVAR A AMAZÓNIA
A floresta amazónica poderá transformar-se num activo económico mais valorizado nas próximas décadas, afirma o especialista ambiental brasileiro Paulo Moutinho, que defende a compensação financeira de países em desenvolvimento que reduzam as emissões poluentes para a atmosfera.
Paulo Moutinho, um luso-brasileiro coordenador geral do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazónia (IPAM), entende que é preciso haver uma “definitiva valorização das florestas”, pois o volume de carbono preservado na Amazónia brasileira pode evitar prejuízos económicos no futuro.
“A floresta é um grande armazenamento de carbono, quase 40 por cento do total da floresta em solo brasileiro está em área de preservação ambiental. Se estas áreas forem transformadas em pastos ou cultivo de forma extensiva, pode gerar impactos cada vez maiores para a economia mundial e na mudança do clima global”, avisa.
Paulo Moutinho participa, nesta semana, da conferência internacional “Amazónia em Perspectiva: Ciência Integrada para um Futuro Sustentável”, que decorre em Manaus, e o tema de sua palestra é sobre os cenários para o desenvolvimento sustentável.
Este grande evento científico traz como foco principal a integração de resultados recentes de pesquisas feitas na área de biodiversidade, clima, alteração ambiental, e também no desenvolvimento sustentável.
Em declarações à Agência Lusa, Moutinho defende a necessidade da preservação “ser estimulada e este esforço valorizado” e aponta que os esforços feitos pelo Brasil não estão a ser reconhecidos.
“Não há nenhum mecanismo de compensação. É caro manter a floresta de pé porque o país deixa de produzir produtos valorizados no mercado internacional”, considera.Mesmo assim, segundo o cientista ambiental, é mais barato investir na preservação do que mudar a matriz energética. O “grande problema do aquecimento global”, sublinha Moutinho, é a queima de combustível fóssil.
Cerca de 20 por cento das emissões de gases de efeito estufa provêm da queima e abate de florestas como a Amazónia. O especialista salienta que a redução de uma tonelada de dióxido de carbono por queima de combustível fóssil custa entre 130 e 150 dólares (quase 120 euros). Na Amazónia, a preservação varia de 5 a 8 dólares (seis euros) por tonelada de dióxido de carbono.
Paulo Moutinho é adepto ao conceito de “redução compensada”, lançado em 2003 pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU (IPPC). De acordo com a lógica de compensação financeira, o cientista explica que o Brasil poderia ser compensado com um montante de 500 a 600 milhões de dólares (mais de 470 milhões de euros) de compensação.
“Este valor é hipotético do que poderia ser captado pelos países em desenvolvimento se fizermos um cálculo para uma redução de cinco a 10 por cento da taxa de desmatamento abaixo da média histórica”, refere.
Mesmo ainda não formalizada, esta lógica já tem sido utilizada. Moutinho cita o Fundo Amazónia, criado em Agosto deste ano pelo governo brasileiro sob a gestão do Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social do Brasil (BNDES), que funciona com este mecanismo.
O fundo destina financiamentos não reembolsáveis de projectos que contribuam para acções de combate à desflorestação e às emissões de gases de efeito estufa para a atmosfera, além de promover o uso sustentável da Amazónia brasileira.
“A ideia de compensar os esforços dos países em desenvolvimento já está a acontecer no mercado. No fundo, o governo brasileiro reduz, comprova a redução e recebe a compensação. O Brasil é muito avançado, pois tem um sistema de monitorização de desmatamento e é capaz de comprovar o volume que deixou de ser desmatado”, explica.
Para o investigador, o dilema entre crescimento e desenvolvimento “não faz mais sentido”, a meta actualmente é pensar o desenvolvimento a partir da preservação.

Aumento do desemprego em Portugal

19 de Novembro de 2008 @ 10:16 por José Peixe

Afinal onde estão os 150 mil postos de trabalho?
iefp2007cf - iefp2007cf
AUMENTO DO DESEMPREGO EM PORTUGAL
O ex-ministro das Finanças, Bagão Félix, considerou que, face aos dados de emprego conhecidos hoje, a previsão do Governo de baixar a taxa de desemprego para os 7,6 por cento é “completamente irrealista”.
“A previsão do Governo para o próximo ano é completamente irrealista e provoca uma sub orçamentação do pagamento do subsídio de desemprego e uma sobre estimação do IRS e das contribuições para a Segurança Social”, disse o ex-ministro em declarações à agência Lusa.
Bagão Félix considerou também estar “completamente prejudicado” o objectivo do Governo de atingir os 150 mil postos de trabalho pois, “muito provavelmente”, nas Contas Trimestrais Nacionais (que serão divulgadas a 09 de Dezembro), o valor no 3º trimestre mostrará que a criação líquida de postos de trabalho face a 2005 foi “muito reduzida”.
De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística hoje conhecidos, a taxa de desemprego em Portugal caiu 0,2 pontos no terceiro trimestre, face igual período de 2007, para 7,7 por cento, e subiu 0,4 pontos face aos três meses anteriores.
A população desempregada foi estimada em 433,7 mil indivíduos, o que corresponde a um decréscimo de 2,4 por cento face ao terceiro trimestre de 2007 (homólogo) e a um aumento de 5,8 por cento em relação aos três meses anteriores.
O número de empregos líquidos criados desde o início da legislatura abrandou para 101,4 mil, colocando o objectivo do Governo dos 150 mil postos de trabalho mais longe de ser alcançada.
Entre o primeiro trimestre de 2005 e o terceiro trimestre deste ano, foram criados em termos líquidos 101,4 mil postos de trabalho, o que compara com 133,7 mil conseguidos no segundo trimestre do ano.
De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), a população empregada no terceiro trimestre deste ano ascendia a 5.195,8 milhares, o que compara com 5.094,4 milhares dos primeiros três meses de 2005. Esta diferença resulta num aumento de 101,4 mil postos de trabalho criados em termos líquidos.
No segundo trimestre do ano, a diferença face ao início da legislatura calcula-se entre a população empregada daquele período e do primeiro trimestre de 2005, ou seja, entre 5.228,1 mil e 5.094,4 mil indivíduos, o que dá 133,7 mil.
A população empregada em cada período do tempo já reflecte os fluxos entre os novos empregos criados e os que foram destruídos. O Governo fixou como objectivo para a legislatura a criação líquida de 150 mil postos de trabalho.
Comentando a criação líquida de emprego, o primeiro-ministro destacou hoje que se “verifica que Portugal criou mais cem mil empregos. Apesar das dificuldades pelas quais o país está a passar e de a generalidade dos países registar subidas significativas do desemprego, no país o desemprego homólogo continuar a ser mais reduzido e a ter uma descida”.

Chafurdices políticas

19 de Novembro de 2008 @ 09:55 por José Peixe

Manuela Ferreira Leite podia fazer oposição de outra forma
manuelaferreiraleite3 - manuelaferreiraleite3
AFINAL ONDE ESTÁ E PARA QUE SERVE A DEMOCRACIA
A líde´r do Partido Social Democrata (PSD), Manuela Ferreira Leite foi infeliz quando disse que se devia parrar a Democracia durante um semestre, para implantar um Estado Autocrático e Autoritário, de modo a trazer a ordem ao país.
É evidente que a maioria das pessoas percebeu que a intenção de Manuela Ferreira Leite foi agitar a política nacional e fazer com que o Primeiro Ministro José Sócrates viesse para os órgãos de comunicação social fazer a defesa do Governo e da Democracia.
Isso não aconteceu, pois os responsáveis pela Central de Informação do PS aconselharam Sócrates a ficar quieto. Oportunidades não vão faltar para enviar recados a Manuela Ferreira Leite e ao próprio PSD.
alberto martins 02 a - alberto martins 02 a
Alberto Martins o defensor do regime socrático.
O socialista escolhido para defender o PS e o Governo foi nada mais nada menos do que o líder parlamentar dos socialistas, o deputado Alberto Martins. E porquê?
Porque como os portugueses sabem, nos anos 60 Alberto Martins foi um dos líderes estudantis que mais enfrentou o regime salazarista e a PIDE-DGS. Ele foi um dos que fez a vida negra à ditadura, enquanto estudante de Direito em Coimbra.
Aliás, é o deputado Alberto Martins que procura meter o poeta Manuel Alegre nos carris socialistas. Mas pelos vistos não consegue.
E no que respeita ao ataque a Manuela Ferreira Leite o líder parlamentar dos socialistas esteve bem, mas escusava de ter descido ao lodaçal da política. Não havia necesidade disso.
A partir de agora estão lançados os dados para se entrar na badalhoquice política ilimitada.
Uma cena que envergonha qualquer cidadão português.
Quanto a José Sócrates até agradeceu o deslize da líder social democrata.

No Name o quê?

18 de Novembro de 2008 @ 09:00 por José Peixe

E é só no Benfica que existem adeptos assim?
nonameboyshp - nonameboyshp
VIOLÊNCIA À PORTA DO TRIBUNAL CRIMINAL
A claque “No Name Boys”, com 15 anos de existência, recusou o registo imposto pela nova lei contra a violência no desporto.
Um grupo de presumíveis adeptos do Benfica agrediu na segunda feira um efectivo da polícia e um repórter de imagem da RTP à porta do Tribunal de Instrução Criminal (TIC) de Lisboa. Os incidentes ocorreram à chegada das carrinhas celulares que transportavam 13 dos 30 elementos da claque “No Name Boys” detidos no âmbito da Operação Fair-Play.
A PSP realizou domingo 40 buscas a residências e instalações da claque benfiquista “No Name Boys”, tendo detido 30 pessoas e apreendido droga e tochas incendiárias.
Fonte policial revelou que a operação, no âmbito de uma investigação a cargo do DIAP de Lisboa, visou líderes e outros membros dos “No Name Boys” que têm vindo a agredir adeptos de claques rivais e também elementos das forças policiais.
No decurso da operação foi também possível apurar que alguns dos membros daquela claque do Benfica, embora não reconhecida pelo clube, se dedicavam ao tráfico de estupefacientes.
Mas não se pense que é só no Benfica que existem claques deste género.
É o futebol a bater no fundo.

Cantar a Liberdade

16 de Novembro de 2008 @ 08:00 por José Peixe

cravos - cravos
TROVA DO VENTO QUE PASSA
Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.

Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.

Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.

Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.

Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio — é tudo o que tem
quem vive na servidão.

Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.

E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.

Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.

Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).

Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.

E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.

Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.

E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.

Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.

Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.

Manuel Alegre

Ser Livre

15 de Novembro de 2008 @ 12:19 por José Peixe

Gaivotas - Gaivotas
SER LIVRE
Ser livre é querer ir e ter um rumo
e ir sem medo,
mesmo que sejam vãos os passos.
É pensar e logo
transformar o fumo
do pensamento em braços.
É não ter pão nem vinho,
só ver portas fechadas e pessoas hostis
e arrancar teimosamente do caminho
sonhos de sol
com fúrias de raiz.
É estar atado, amordaçado, em sangue, exausto
e, mesmo assim,
só de pensar gritar
gritar
e só de pensar ir
ir e chegar ao fim.

Armindo Rodrigues

Conferência na Freguesia da Glória

14 de Novembro de 2008 @ 07:15 por José Peixe

fogo florestal 1 - fogo florestal 1
CONFERÊNCIA/DEBATE SOBRE A FLORESTA
O sector florestal pelo desempenho que já conseguiu alcançar, apresenta-se como uma base sólida para futuro desenvolvimento e uma alternativa promissora para manter e aumentar a competitividade do país e criar empregos produtivos. A produção económica anual da fileira floresta está avaliada em mais de três mil milhões de euros e gera mais de cento e trinta mil empregos.
Este é o tema do debate que terá lugar esta noite na Junta de Freguesia da Glória do Ribatejo.
Nos últimos anos alterou-se o paradigma da Defesa da Floresta contra Incêndios, com objectivos sólidos e concretos, com coordenação, e com disponibilização de meios financeiros que permitiram efectivar o proposto. Os resultados, dos dois últimos anos, não podem levar-nos a pensar que está tudo bem. Vencemos batalhas? Sim. Mas muito ainda há a fazer. A analise de onde viemos e para onde vamos, permite-nos diagnosticar, melhorar e avançar. Portugal sem Fogos, Depende de Todos.
Quem são os Intervenientes
image002 - image002

Expoente máximo do ridículo

13 de Novembro de 2008 @ 08:00 por José Peixe

O porta voz do PS só faz afirmações ridículas
vitalinocanascaoperigosui0 - vitalinocanascaoperigosui0
EXPOENTE MÁXIMO DA POLÍTICA MÍNIMA
Não há memória da política nacional andar tão por baixo. Ontem, quem ouviu as declarações do porta voz do Partido Socialista (PS), Vitalino Canas, deve ter apanhado uma enxaqueca terrível. Mas quem ainda teve “pachorra” para ouvir a líder da oposição (???) Manuela Ferreira Leite, numa reunião com militantes sociais democratas em Fátima não deve ter ficado melhor. Já para não falar das patetices e bacoradas proferidas pelo Alberto João Jardim, lá na Madeira.
O que a ministra da Educação disse no Parlamento é para a malta se “fartar” a rir.
Ao nível que a política portuguesa chegou…

A ministra servilista

13 de Novembro de 2008 @ 07:19 por José Peixe

Uma ministra que devia apresentar a demissão
Ministra da educa    o 1 - Ministra da educa    o 1
QUE POLÍTICA EDUCATIVA QUEREMOS PARA PORTUGAL?
Na terça feira passada o camarada Miguel Gaspar escreveu no “Público” o seguinte sobre a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues:
- “(…) Vão muito longe os tempos como os de Roberto Carneiro ou Marçal Grilo, em que discutir a política educativa significativa produzir uma reforma ou procurar um pensamento. É um sintoma claro do que vai mal no regime o estarmos reduzidos a produtores de normas absurdas e a misturadores avulsos de estatísticas que pensam estar a produzir uma política educativa”.
Bravo Miguel. Acertaste em cheio.
A actual ministra da Educação é arrogante, desconhece o que se passa nas salas de aula, menospreza os professores e limita-se a obedecer ao senhor Primeiro Ministro.
Parece uma capataz do regime. Faz desmentidos em directo na RTP que são patéticos e absurdos.
Porque não se demite senhora ministra. A República Portuguesa agradecia. Os encarregados da Educação também.

O Governador do Banco de Portugal

12 de Novembro de 2008 @ 20:35 por José Peixe

“Estou de consciência tranquila por isso não apresento a minha demissão!”.
Vitor Constâncio - Governador do Banco de Portugal
VitorConstancio - VitorConstancio